O ex-vereador de Campo Grande, Tiago Vargas (PP), foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul a pagar uma indenização de R$ 40 mil por danos morais ao ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB).
A decisão decorre de declarações ofensivas feitas por Vargas nas redes sociais, nas quais chamou Azambuja de “corrupto”, “canalha” e “bandido”.
A sentença foi proferida pelo juiz Maurício Petrauski, da 9ª Vara Cível de Campo Grande, que considerou as afirmações como caluniosas e desprovidas de provas concretas.
Essa condenação soma-se a outras sanções judiciais enfrentadas por Tiago Vargas. Em 2022, ele foi condenado a quatro meses de prisão em regime aberto pelo crime de injúria contra o então governador, após publicar vídeos ofensivos nas redes sociais. Além disso, Vargas foi declarado inelegível até 2028 devido à sua demissão da Polícia Civil em 2020 por infrações ético-profissionais, conforme previsto na Lei da Ficha Limpa.
Apesar das condenações, Tiago Vargas mantém uma postura desafiadora. Em resposta à sentença por danos morais, ele ironizou a decisão judicial, referindo-se a Azambuja como um “anjinho com milhões bloqueados”, aludindo a investigações de corrupção envolvendo o ex-governador.
A série de condenações e a inelegibilidade de Vargas têm gerado debates sobre os limites da liberdade de expressão e a responsabilidade de agentes públicos em suas manifestações, especialmente nas redes sociais. O caso também destaca a importância da observância das normas legais e éticas por parte de representantes eleitos.