Soraya Thronicke cobra ação do governo para frear vício em apostas e proteger famílias brasileiras, “Tem Gente Perdendo Tudo”

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Foto: Agência Senado

Relatora da CPI das Bets, senadora alerta para a epidemia silenciosa do jogo online e propõe educação, informação e políticas públicas para evitar tragédias

O Brasil está diante de um problema real, urgente e muitas vezes invisível: o vício em jogos online. Por trás das promessas fáceis de lucro, das propagandas com ídolos do esporte e da febre das “bets”, há jovens perdendo tudo, famílias se endividando e vidas sendo destruídas em silêncio. E o que o Estado tem feito? Muito pouco.

É por isso que a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) decidiu agir, após relatar a CPI das Bets no Senado e estudar a fundo o impacto social dessa indústria, Soraya elaborou uma série de propostas e está pressionando o governo federal a sair da inércia. A senadora já protocolou mais de 20 projetos de lei sobre o tema e agora quer medidas concretas que protejam os brasileiros do vício em apostas.

Uma das principais recomendações da parlamentar é a criação de campanhas públicas de conscientização, voltadas especialmente para os mais vulneráveis: jovens entre 15 e 30 anos, pessoas de baixa renda, desempregados e homens que representa a maioria dos casos de vício. A ideia é usar a força da comunicação para alertar sobre os riscos reais do jogo compulsivo. E mais: Soraya quer que atletas, artistas e influenciadores, inclusive aqueles que já fizeram propaganda para casas de apostas, participem dessas campanhas. “Eles também têm responsabilidade. E podem usar sua voz agora para salvar vidas”, defende a senadora.

Além disso, Soraya propôs a criação de um portal oficial com informações organizadas e acessíveis sobre o transtorno do jogo, prevenção e apoio psicológico. Para ela, quem sofre com esse vício ou vê alguém próximo afundando nas apostas precisa saber a quem recorrer. “Hoje, quem busca ajuda não encontra. Não tem para onde correr. O Brasil está deixando essas pessoas à própria sorte”, alerta.

Mas Soraya foi além: recomendou ao Ministério da Educação que inclua na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) o ensino de educação financeira desde cedo, com foco em pensamento crítico, prevenção de comportamentos de risco e saúde mental. Também sugeriu programas de formação para professores, psicólogos e orientadores escolares. “Prevenção começa na sala de aula. Se a escola não fala sobre isso, as apostas falam. E convencem”, afirma.

A senadora não usa meias palavras quando o assunto é sério. “A gente está falando de vidas. De filhos, irmãos, pais que estão entrando em dívidas impagáveis, apostando até o que não têm. Tem gente perdendo tudo. O Brasil não pode continuar fingindo que isso é só um problema individual. É um problema social, que exige resposta do Estado”, disse.

A atuação firme de Soraya mostra que é possível, sim, colocar a política a serviço de quem mais precisa. Em um país onde milhões são expostos diariamente a propagandas de apostas sem qualquer regulação eficaz, o silêncio do poder público se transforma em cumplicidade.

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