Subiu à tribuna da Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (29) um homem visivelmente emocionado e ferido. O deputado estadual Roberto Hashioka (União Brasil), com mais de 30 anos de vida pública, não falou como político, mas como marido, pai e cidadão indignado.
“Hoje venho aqui com o coração apertado. Não por mim. Mas pela minha esposa, Dione Hashioka, que foi vítima da eleição mais suja e covarde que Nova Andradina já presenciou.”
Com a voz embargada, Hashioka relembrou a campanha de 2024, quando Dione, ex-deputada estadual, concorreu à Prefeitura da cidade. Durante todo o processo eleitoral, ela liderou as pesquisas, recusou alianças que pudessem comprometer a boa gestão futura e manteve uma postura firme e ética. Mas do outro lado… havia quem estivesse disposto a tudo até ultrapassar os limites da lei.
“Dione enfrentou uma máquina de destruição moral. Uma campanha baseada em mentiras, calúnias, ataques digitais, violência política. Uma milícia virtual movida a dinheiro público e ódio.”
A gota d’água veio com a publicação de uma fake news brutal: um homem encontrado morto em um hotel foi associado, sem qualquer prova, à campanha de Dione. A notícia falsa sugeria que o falecido estaria envolvido na produção de conteúdo difamatório contra adversários, e que ela teria ligação com isso. “Foi um golpe frio, cruel. Jogaram lama na honra de uma mulher que sempre serviu esta Casa e o povo com dignidade”, desabafou.
A Justiça Eleitoral agiu. A matéria foi retirada do ar por ordem judicial. Mas o estrago já havia sido feito: a cidade mergulhou em boatos, julgamentos e comentários maldosos. “As pessoas se perguntavam: ‘como assim, a Dione envolvida nisso?’ A dor foi imensa.”
A verdade, no entanto, apareceu. Um laudo oficial da Polícia Científica confirmou: o rapaz morto jamais teve qualquer relação com produção de fake news. Apenas prestava serviços de pesquisa eleitoral. Uma mentira, plantada de forma calculada às vésperas da eleição, para gerar caos.
E a justiça começou a agir. Um dos responsáveis por espalhar as fake news foi condenado: mais de quatro anos de prisão e uma indenização de R$ 20 mil por danos morais. “Isso não apaga o sofrimento, mas é um passo. Só peço justiça. Não podemos permitir que campanhas políticas se transformem em campos de guerra moral onde vale tudo para vencer.”
Hashioka encerrou sua fala com um tributo à esposa: “Dione não perdeu uma eleição. Ela foi agredida. Como mulher, mãe, avó, cidadã. Mas manteve-se de pé. Forte. Íntegra. Como sempre foi. E isso, ninguém pode tirar dela.”