Criminosos não terão vez”: Deputado João Henrique Catan desafia Zeca do PT e convoca força tarefa contra invasores de terras

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Deputado cobra identificação de invasores, cita lei assinada por Zeca do PT e propõe excluir “baderneiros” da reforma agrária

O deputado estadual João Henrique Catan (PL) usou o plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul nesta quarta-feira (30) para lançar um recado direto, incisivo e provocativo: quem ocupa terra à margem da lei será tratado como criminoso — e pode dizer adeus a qualquer sonho de reforma agrária.

Sem meias palavras, Catan cutucou o ex-governador e atual deputado Zeca do PT, relembrando que foi ele, em 2006, quem sancionou a lei estadual 6.875, que proíbe qualquer tipo de ocupação, acampamento ou moradia em faixas de domínio. “Foi ele que legitimou, quase duas décadas atrás, a atuação da gloriosa Polícia Militar que vimos ontem. Não vetou nada. Ou seja, a ação está mais do que amparada na lei que ele mesmo assinou”, disparou.

Num tom crítico, o parlamentar insinuou que Zeca pode ter pensado mais nos próprios interesses quando assinou a lei. “Eu não sei se ele estava pensando nas propriedades dele, no pesqueiro dele ou nos amigos que ele criticou quando houve invasão”, provocou, em referência velada a possíveis contradições do petista.

Mas Catan não parou por aí. Ele apresentou requerimento à Mesa Diretora exigindo que a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Militar realizem a identificação detalhada dos invasores. A meta é clara: retirá-los dos cadastros de programas federais de reforma agrária. “São bandidos, criminosos. Se estiverem cadastrados, serão excluídos. Se a propriedade estiver em processo de desapropriação, o processo será suspenso”, prometeu.

“Chega de romantizar invasões. Chega de tolerância com quem afronta a lei. Vamos agir com firmeza e identificar um por um. Quero nomes, quero relatórios, e quero esse pessoal longe de qualquer benefício público”, enfatizou o deputado.

A fala gerou desconforto entre parlamentares da esquerda, mas foi aplaudida por setores ligados ao agronegócio e à segurança pública. João Henrique Catan, mais uma vez, se posiciona como linha de frente na defesa da legalidade e da propriedade privada no Mato Grosso do Sul.

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