O Ministério Público Federal recorreu, em 18 de junho de 2025, da sentença da Justiça Eleitoral de Mato Grosso do Sul que havia absolvido a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), acusada de compra de votos durante a campanha eleitoral de 2024.
Indícios graves e recurso ao TSE
De acordo com o procurador regional eleitoral, Luiz Gustavo Mantovani, vários indícios apontam para a prática ilícita. Entre eles estão:
- Depoimentos que indicam pagamentos a eleitores;
- Transferências bancárias detectadas entre contas de pessoas ligadas à campanha e apoiadores.
Embora a Justiça Estadual tenha descartado provas de que Adriane e sua vice, Camila Nascimento, tivessem ciência ou dado aval às supostas irregularidades, Mantovani considera que a atuação de pessoas próximas representa uma “condição sine qua non” que liga diretamente as gestoras ao crime eleitoral pautadiaria.com.br.
O caminho no TSE
O recurso foi enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde será distribuído a um relator. Após análise inicial, o caso será pautado para sessão de julgamento, geralmente sem possibilidade de novos recursos em cortes superiores.
A informação oficial do TSE, divulgada em 24 de junho, confirma que recursos eleitorais estão previstos na pauta de julgamentos, embora não especifique nomes.
Consequências da cassação
- Caso sejam condenadas, Adriane e Camila poderão perder os mandatos;
- Serão convocadas novas eleições para a prefeitura, previstas em até 90 dias após a decisão definitiva pautadiaria.com.br+1instagram.com+1.
Contexto e repercussão
Após quase um mês da absolvição inicial, o retorno do caso ao centro do debate político reacende tensões na capital sul-mato-grossense. Para adversários, a volta ao TSE é aposta da oposição para barrar a continuidade administrativa. Já aliados da gestora defendem que a sentença inicial já considerou a falta de provas concretas sobre a sua participação.
Enquanto isso, a expectativa gira em torno da data de julgamento no TSE que pode definir o destino do comando da prefeitura de Campo Grande. Com relatoria definida e sessão agendada, o caso evoluirá em breve para a corte superior.
O que seguir de perto:
| Ação | O que observar |
|---|---|
| Nomeação do relator no TSE | Definirá prazos processuais |
| Pauta pública de votação | Sessão pode ser agendada nas próximas semanas |
| Possíveis danos políticos | A disputa pela prefeitura ganha novo capítulo |
Acompanhe nossas atualizações para saber quando a análise do recurso será votada no plenário do TSE e o que isso representa para o futuro político de Campo Grande.