As eleições de 2026 para o Senado em Mato Grosso do Sul já começaram a agitar os bastidores da política estadual, mesmo faltando mais de um ano para o pleito. Duas cadeiras estarão em disputa, hoje ocupadas por Nelsinho Trad (PSD) e Soraya Thronicke (Podemos) e a corrida promete ser acirrada, com nomes de peso, reviravoltas possíveis e alianças em formação.
Nelsinho Trad já sinalizou que vai para o jogo, apostando em sua experiência e presença consolidada em Brasília. Soraya Thronicke, por sua vez, mantém a cautela e prefere observar o cenário antes de se posicionar, mas o silêncio estratégico não significa ausência de ambição, ela é considerada uma das favoritas se decidir disputar.
Enquanto isso, pré-candidatos começam a sair das sombras e a movimentar suas bases.
🧭 Pré-candidatos confirmados ou cotados
- Vander Loubet (PT): Deputado federal, expressou sua pretensão de ser candidato ao Senado, ressaltando a importância de uma frente ampla para uma eleição majoritária. Notícias
- Prof. André Luis (Novo): Ex-vereador de Campo Grande, confirmou sua pré-candidatura ao Senado, iniciando trabalhos de articulação e viagens pelo interior do estado.
- Reinaldo Azambuja (PSDB): Ex-governador e presidente do PSDB em Mato Grosso do Sul, é apontado como um dos favoritos para uma das vagas ao Senado, embora ainda não tenha confirmado sua candidatura e sua mudança de partido ainda esta uma incógnita.
- Geraldo Resende (PSDB): Deputado federal, manifestou interesse em disputar uma vaga ao Senado, propondo uma parceria com o ex-governador Reinaldo Azambuja.
- Gianni Nogueira (PL): Vice-prefeita eleita de Dourados em 2024, tem ganhado destaque na política estadual e foi mencionada pelo ex-presidente Bolsonaro como possível candidata ao Senado.
- Capitão Contar (PRTB): Ex-deputado estadual, baseia sua possível candidatura no apoio de eleitores que se identificam com a “direita verdadeira” e o “bolsonarista raiz”.
- Gerson Claro (PP): Presidente da Assembleia Legislativa do Estado, é cotado internamente para ser o candidato ao Senado pelo Partido Progressista.
- Marcelo Miglioli (PP): Secretário municipal de Obras de Campo Grande, tem ganhado força dentro do PP como possível candidato ao Senado, sendo reconhecido como um forte articulador político.
- Dr. Luiz Ovando (PP): Deputado federal, é considerado uma possível aposta do PP ao Senado, com apoio da senadora Tereza Cristina.
- Coronel David (PL): Deputado estadual, é cotado para formar dupla com o ex-governador Azambuja, caso este migre para o PL.
- André Puccinelli (MDB): Ex-governador, é apontado como possível candidato ao Senado, embora enfrente resistências devido à alta rejeição dos eleitores.
🔄 Alianças e articulações partidárias
E nesse xadrez eleitoral, um novo movimento pode mexer profundamente nas peças: a fusão nacional entre PSDB e Podemos, que está em estágio avançado e tem apoio das principais lideranças das duas siglas. Se consolidada, a união criaria um partido mais robusto, com capilaridade nos estados e força para disputar de igual para igual com os blocos da direita e do PT. Em Mato Grosso do Sul, isso significaria unir oficialmente os projetos de Reinaldo Azambuja e Soraya Thronicke, o que pode forçar uma escolha interna ou, no mínimo, uma grande negociação para acomodar os interesses dos dois. Essa fusão pode ser decisiva para o futuro da chapa ao Senado, interferindo diretamente nas alianças estaduais e até nas articulações para o governo em 2026.
O caminho até lá continua em aberto com negociações silenciosas, alianças sendo desenhadas à sombra e muitos olhos atentos aos próximos passos de Reinaldo, Soraya, Nelsinho, Tereza e companhia. Mato Grosso do Sul está no centro de um jogo que vai muito além das fronteiras do estado.