Onça capturada após ataque a caseiro apresenta alterações no fígado e nos rins, apontam exames

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A onça-pintada capturada no Pantanal sul-mato-grossense, após atacar e matar um caseiro na região do pesqueiro Touro Morto, segue sob cuidados veterinários no CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), em Campo Grande. 

De acordo com o segundo boletim médico divulgado, o felino, um macho de aproximadamente 9 anos e 94 quilos, está abaixo do peso e passou por exames de sangue e de imagem que identificaram alterações no fígado e nos rins.

O ultrassom abdominal revelou alterações agudas nos dois órgãos, embora, segundo os veterinários, ainda não haja sinais de insuficiência. O animal também apresenta um quadro de gastroenterite, inflamação do aparelho digestivo que está sendo tratada e monitorada com suporte clínico, além da realização de exames moleculares para identificar a origem da infecção.

O hemograma e os exames bioquímicos feitos até o momento apontaram resultados compatíveis com as alterações vistas no ultrassom, além de indicarem que a onça está com anemia leve. Novos exames laboratoriais ainda serão necessários para complementar o diagnóstico e guiar o tratamento.

O felino foi capturado na madrugada do dia 24 de abril, três dias após o ataque que resultou na morte do caseiro Jorge Avalos, de 60 anos.

Desde então, a onça vem sendo acompanhada por uma equipe multidisciplinar de veterinários e biólogos. Imagens de câmeras de segurança e outros materiais coletados no local do ataque seguem em análise e devem ajudar a esclarecer o comportamento do animal antes da ocorrência.

A captura da onça teve como principal objetivo entender o que motivou o ataque a um ser humano, comportamento considerado atípico para a espécie. Em condições normais, onças-pintadas tendem a evitar o contato com pessoas, e episódios de agressão costumam estar associados a fatores como doenças, ferimentos, fome extrema ou alterações comportamentais provocadas por algum tipo de estresse ambiental. 

O acompanhamento clínico e os exames em andamento são fundamentais para identificar possíveis causas e orientar futuras ações de manejo e conservação da espécie.
 

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