Ela nunca silenciou: a jornalista que trocou o medo pela voz e fez da política seu lugar no mundo

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Arquivo Pessoal

Ela já quis ser policial militar. Era a menina que pegava o microfone nas apresentações da escola e liderava sem pedir licença. Sempre foi assim, sem medo de dizer o que pensava, mas foi só no Ensino Médio que essa mulher descobriu seu verdadeiro chamado: contar histórias reais, com coragem, empatia e amor pelas palavras.

Seu nome Elaine Regina Paes da Silva, de 43 anos, mas não precisa estar estampado nas capas dos jornais para que sua voz ecoe em decisões importantes. Entre bastidores da política e campanhas eleitorais, ela encontrou o espaço onde a comunicação não é só profissão é vocação, é missão.

Eu me dei conta que queria ser jornalista só no Ensino Médio, gostava de escrever, adorava contar histórias e entendi que tinha vocação pra área. Em casa foi uma luta! Meu pai queria que eu fizesse Direito, mas bati o pé”, relembra. A teimosia que ela herdou da mã, junto com a fé e a coragem, fez toda a diferença.

Entre injustiças e microfones

Ela nunca precisou vestir farda para combater injustiças, como repórter de jornal impresso, viu de perto mães desesperadas lutando por seus filhos, consumidores ignorados, pessoas comuns sendo esquecidas por sistemas que deveriam acolher.

Sempre me posicionei diante das injustiças. Nunca fui de silenciar”, diz, com firmeza.

Mas foi na política que ela se encontrou, recém-formada, interior do país, poucas oportunidades: “Enxerguei na área uma chance e me encontrei. A política me realizou profissionalmente, eu respiro política, eu amo política, ela é meu mundo.

Essa paixão é combustível diário. Em um cenário onde muitos enxergam apenas cinismo e descrença, ela vê poder de transformação: “A política move o mundo, dependemos dela pra tudo, conhecer um pouco de política me fez enxergar o quanto temos que participar.

Verdade, choro e transformações

Em tempos de fake news e vozes vendidas, ela continua firme com o que acredita: “Opto sempre por pagar o preço que for necessário para manter meus posicionamentos.

Mas nem tudo é força o tempo inteiro. Ela admite: já chorou, sim. Chorou por pacientes que não conseguiam atendimento, por famílias quebradas, por crimes que não deviam ter acontecido, e também chorou de alegria, como no caso do menino com convulsões diárias, que finalmente teve acesso a uma cirurgia que mudou sua vida.

É fantástico participar de processos que transformam vidas.

Entre o bastidor e o palco

Hoje, como assessora política, ela vive entre os bastidores e os holofotes. E, mesmo nos bastidores, não perdeu a ética que sempre guiou seu jornalismo, trabalha com quem acredita, respira transparência e sente orgulho de poder contribuir para construir algo maior.

Eu amo época de campanha política! Segurar bandeira, ir de casa em casa, produzir conteúdo… eu amo tudo isso! É assim que me sinto mais viva.

A sensibilidade, segundo ela, não atrapalha: prepara. E, mesmo quando não concorda com todos os passos dos candidatos que apoia, mantém o respeito e a clareza: “Não sou detentora de mandato.

Legado feminino e fé no futuro

A grande luta dela? Ver mais mulheres ocupando o poder. “Lideramos lares, chefiamos famílias, nos destacamos em tudo. Por que seria diferente na política? Participem! O universo político precisa de vocês.

Quando tudo aperta, quando os dias ficam duros, ela lembra por quem luta: “Meus filhos. É por eles, sempre.” E quer ser lembrada por aquilo que entrega todos os dias: dedicação, paixão e entrega.

Se pudesse escrever uma carta ao Brasil de amanhã, ela deixaria um recado direto, mas poético:

Desejo um país que floresça em força e prosperidade, que cresça sem arrancar suas raízes, que acolha cada cidadão com respeito, que faça da riqueza um caminho de justiça e do futuro um lar de esperança.

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