Em meio ao desafiador do empreendedorismo jovem no Brasil, nasce uma história que mistura coragem, visão e resiliência. A Emirates, uma tabacaria comandada por jovens empreendedores Hudson Lima, 35 anos e Alessandro Lima, 32 anos) é mais do que um ponto comercial: é a materialização de um sonho que desafia estigmas, enfrenta julgamentos e planta, dia após dia, uma semente de transformação.
Desde o início, os criadores da Emirates sabiam que não seria fácil. O setor de tabacarias ainda carrega um forte preconceito, muitas vezes, alimentado pelo desconhecimento. O paradoxo é evidente: enquanto o cigarro é vendido livremente em padarias e mercados, o narguilé, mesmo regulamentado, continua sendo visto com desconfiança.
Mas para esses jovens, cada crítica virou combustível. A Emirates nasceu da combinação de paixão e estratégia: não foi uma escolha ao acaso, mas sim uma aposta calculada em um mercado que cresce e se reinventa constantemente.
O que move os empreendedores, no entanto, vai além da lógica do mercado. Para eles, o ambiente da tabacaria é também espaço de identidade e comunidade. Essa visão mais ampla, que não se limita ao produto, mas compreende o contexto cultural e social em que ele está inserido, é o que dá à Emirates seu diferencial.
Ainda assim, os obstáculos não são poucos. Leis municipais confusas, fiscalização despreparada e o estigma social exigem preparo e postura. Nessas horas, o time se posiciona com educação, mostrando que o que fazem é profissional, legal e com propósito. O gerente Petherson Almeida, 29 anos, acompanha de perto a rotina e o crescimento da empresa.
Com os olhos no futuro, os fundadores da Emirates estão atentos às mudanças no setor, especialmente no que diz respeito à tecnologia e à legislação. Mais do que seguir tendências, eles querem criar novas formas de pensar e atuar nesse mercado. E, acima de tudo, mostrar que juventude e profissionalismo não são opostos.
“Parece que algumas pessoas esquecem que isso aqui é um comércio legalizado, com CNPJ, nota fiscal, impostos pagos e tudo certinho. Trabalhar com tabacaria ainda causa preconceito, mas cada crítica é combustível pra mostrar que dá sim pra empreender com responsabilidade, respeito e visão de futuro.”
“Quem curte esse universo sabe que o narguilé é parte de um momento: seja entre amigos, numa resenha, ou até pra relaxar sozinho. É ritual, é identidade, é expressão. Nessas horas, a gente se posiciona com educação, mostrando que o que fazemos é profissional, legal e com propósito.”
Assim, a Emirates se afirma como uma história de superação, mas também de estratégia, cultura e pertencimento.
Em um mundo que ainda insiste em julgar antes de conhecer, histórias como essa lembram que o empreendedorismo pode, sim, ser uma ferramenta poderosa de transformação. Mesmo ou talvez especialmente quando começa em um setor onde muitos ainda veem apenas tabu.
“Somos jovens sim, mas com cabeça no lugar, planos de longo prazo e a coragem de fazer diferente.”, finalizou orgulho com as conquistas Petherson.