Crise na Saúde Pública: Campo Grande enfrenta colapso com superlotação nas Upas

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A capital sul-mato-grossense vive uma das piores crises de saúde pública dos últimos anos. Com o avanço de uma pandemia respiratória, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) estão operando além da capacidade, atendendo uma média de 300 pacientes por dia. A situação é agravada pela falta de leitos hospitalares e pelo aumento expressivo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Superlotação nas UPAs

Nos últimos sete dias, as UPAs de Campo Grande atenderam mais de 2.100 pacientes, refletindo uma média diária alarmante. A UPA Coronel Antonino, por exemplo, registrou pacientes aguardando atendimento até do lado de fora da unidade. A secretária municipal de Saúde, Rosana Leite, reconhece a situação crítica e afirma que equipes estão sendo reforçadas para tentar amenizar o problema.

Falta de Leitos e Situação de Emergência

Com todos os 1.300 leitos contratualizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) ocupados, a prefeitura decretou situação de emergência na saúde por 90 dias. Além disso, 260 pessoas, entre adultos e crianças, aguardam por vaga em hospital. Para tentar contornar a situação, as UPAs Universitário e Coronel Antonino passaram a ser utilizadas para internação de pacientes, uma medida emergencial diante do colapso.

Medidas de Contingência

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) implementou um plano de contingência que inclui a reorganização dos fluxos de atendimento, ampliação de áreas de observação e hidratação, remanejamento de pacientes entre unidades e orientação à população para procurar unidades básicas de saúde em casos leves. Equipes de monitoramento clínico também foram enviadas às unidades com maior demanda.

Baixa Adesão à Vacinação

Apesar da gravidade da situação, a procura pela vacina contra a Influenza permanece baixa. Desde o início da campanha, apenas 18.122 pessoas foram imunizadas, o que representa uma cobertura de apenas 6% da população. A prefeitura reforça a importância da vacinação, especialmente para crianças e idosos, como forma de prevenir o agravamento dos casos de doenças respiratórias.

Recomendações à População

Diante do cenário crítico, a Sesau orienta que a população procure as UPAs apenas em casos graves. Casos leves, como sintomas gripais, devem ser tratados nas unidades básicas de saúde para evitar a sobrecarga do sistema. Além disso, o uso de máscaras é recomendado, especialmente em ambientes de saúde, para reduzir a disseminação dos vírus respiratórios.

A crise na saúde de Campo Grande evidencia a necessidade urgente de investimentos estruturais e de uma maior conscientização da população sobre a importância da prevenção e do uso adequado dos serviços de saúde.

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